sábado, 12 de janeiro de 2013

Pe. Haroldo morre em Brasília aos 77 anos

Morreu na noite de ontem, após sofrer parada respiratória, o padre cearense Haroldo Coelho, de 77 anos, em Brasília. O religioso era militante do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e participava dos debates e reuniões da sigla. Nos últimos meses, o sacerdote celebrava missas na Igreja do Carmo e na Paróquia São Francisco de Assis, no Jacarecanga. A família decide, hoje, o local do velório, que pode ocorrer na Igreja do Carmo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Rio: Juventude do PT promove campanha em prol das vítimas das chuvas

A Secretaria Estadual de Juventude do PT do Rio de Janeiro promove uma campanha de solidariedade às vítimas das fortes chuvas que atingiram a baixada fluminense nos últimos dias e provocaram fortes danos e desalojaram milhares de pessoas.
O secretário estadual JPT, Daniel Gaspar, informa a toda a militância que a sede do Diretório Estadual está recebendo donativos para as vítimas das chuvas de Xerém, em Duque de Caxias
Quem puder colaborar favor enviar os suprimentos, como roupas, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e higiene pessoal, água e fraldas infantil, adulto e geriátrica para a Rua do Carmo, 38 3º andar, centro do Rio.

(JPT)

Líder do PT destaca ano de votações importantes e de mobilização da bancada

Deputado José Guimarães (PT-CE), novo líder da bancada petista na Câmara (Foto: Arquivo/PT)

Deputado José Guimarães (PT-CE) aponta tema da reforma política como ponto central dos debates do Partido para este ano

O ano de 2013 será de muito trabalho para a Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. Essa é a avaliação do líder petista na Câmara, deputado José Guimarães (CE), que aponta a reforma política como tema central dos debates do partido este ano. “Vamos colher um milhão de assinaturas para fazer valer a vontade da sociedade brasileira e realizar uma ampla campanha de mobilização nacional para garantir a votação da reforma política na Câmara”, afirma.
Guimarães pontua ainda como acontecimentos marcantes de 2013 os 10 anos de governo petista na condução do País; o 33º aniversário de fundação do partido e a realização de mais um Processo de Eleições Diretas (PED) para a escolha dos dirigentes partidários. Em entrevista ao PT na Câmara, o líder fala ainda da votação do Orçamento da União para 2013, dos royalties, do pacto federativo e da reforma do estado.
Qual é o principal papel do Partido dos Trabalhadores em 2013?
José Guimarães – Esse ano, o PT completa 10 anos de um governo democrático popular, que patrocinou a maior distribuição de renda, promoveu a inclusão de 40 milhões de brasileiros e marcou a história do País. A hora é de fazer um balanço dos avanços, das limitações e do que queremos para o futuro. Vamos realizar seminários e debates no mês de fevereiro, quando o Partido dos Trabalhadores completa 33 anos de fundação. A bancada também estará mobilizada no Processo de Eleição Direta (PED) 2013 do PT que ocorrerá em novembro deste ano em todo o País.

O PT tem participado ativamente da votação de projetos importantes para o País. Qual será o foco do partido em 2013?
O PT terá como agenda central a campanha pela reforma política. Vamos colher um milhão de assinaturas para fazer valer a vontade da sociedade brasileira e realizar uma ampla campanha de mobilização nacional para garantir a votação da reforma política na Câmara.
Em sua avaliação, quais são os maiores entraves para aprovar a reforma política?
O PT apresentou um relatório consistente. Recuamos em posições importantes para construir a unidade. Mesmo assim, não conseguimos. Grande parte da Câmara não quer a reforma política e quando não se quer não se tem consenso. Com a mobilização popular, a Câmara deve votar a reforma política e garantir o financiamento público de campanha, a fidelidade partidária e o fim das coligações, pontos centrais, segundo o Partido dos Trabalhadores.
Além da reforma política, quais são as prioridades da Bancada do PT neste ano?
Precisamos concluir a votação do Orçamento da União de 2013, dos royalties, a questão do pacto federativo e da reforma do estado. Vamos jogar pesado, trabalhar muito para buscar avançar na votação de algumas medidas que levem em conta a reforma do estado na sua dimensão ampla. Vai ser um ano de votações importantes e de muita mobilização da nossa bancada.
(Ivana Figueiredo, PT na Câmara)

Regulamento do PED 2013


Confira o documento aprovado na reunião do Diretório Nacional em 08/12/2012


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

No pronunciamento de natal Dilma diz que país tem bases para crescimento maior em 2013

A presidente Dilma Rousseff disse, em pronunciamento na TV no domingo, que o governo trabalhou neste ano para deter os efeitos da crise econômica internacional e que lançou as bases para um crescimento maior em 2013.

Dilma fez um balanço das ações do governo nas áreas econômica e social, em um pronunciamento de 10 minutos transmitido em rádio e televisão, e ressaltou a importância de melhorar a competitividade da economia brasileira.

"Mesmo com o mundo cheio de incertezas, tivemos um ano bom e plantamos as bases para que o próximo seja ainda melhor", disse Dilma.

Apesar do fraco crescimento do país este ano, a presidente destacou a inflação "sob controle", que deverá fechar o ano em 5,7 por cento, próximo ao teto de 6,5 por cento fixado pelo BC; melhorias no câmbio, num esforço para ajudar exportadores brasileiros, e a queda de juros, "ao menor patamar da história".

O discurso reforça as recentes declarações de Dilma de que as diversas ações do governo para impulsionar a economia terão seus efeitos sentidos no próximo ano. Para este ano, o BC reduziu a expectativa de crescimento da economia a 1 por cento.

"Tenho consciência dos desafios que a crise internacional tem lançado ao nosso país. Sei também que momentos de crise podem ser transformados em grandes oportunidades. Esse é o nosso propósito em cada ação que implementamos em 2012", disse ela.

A presidente destacou esforços para melhorar a competitividade da economia brasileira diante da crise, e repassou diversas iniciativas, como programas de concessões para investimentos em infraestrutura, um dos principais gargalos para o desenvolvimento do país, e a redução das tarifas de energia elétrica, que deverá ser em torno de 20 por cento.

Ela reafirmou que os cortes serão nos patamares anunciados pelo governo, apesar de algumas empresas não terem aceitado as condições para a redução das tarifas em troca de renovações antecipadas das concessões.

"O corte será o que anunciei. A redução na conta de luz é fundamental para que as indústrias brasileiras possam produzir a custos mais baixos, ganhar mercado e continuar gerando empregos", disse.

Dilma tem usado seus discursos recentes para reforçar o compromisso de proteger a indústria nacional. Ela reforçou a importância de parcerias com o setor privado e pediu para que empresários "acreditem e invistam" no Brasil.

"Quero encerrar fazendo um chamamento a todos os brasileiros para que mantenham a sua confiança no Brasil. Aos empresários, para que acreditem e invistam no nosso país. Este é um governo que confia no seu povo, no seu empresariado, que respeita contratos e está empenhado na construção de novas parcerias entre os setores público e privado", disse.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Se eleições fossem hoje, Lula ou Dilma venceriam

Pesquisa Datafolha aponta vitória do PT em primeiro turno em todos os cenários realizados com ampla vantagem

São Paulo. A pouco menos de dois anos das eleições presidenciais, o PT venceria a disputa eleitoral se ela fosse realizada hoje. Segundo pesquisa Datafolha feita na última quinta-feira, tanto a presidente Dilma Rousseff como o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, venceriam a corrida eleitoral em primeiro turno em todos os cenários apontados pela sondagem.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dilma ataca ‘insensibilidade’ tucana e diz que manterá redução de preço da energia

Presidenta Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Redução do preço de energia será questão prioritária em 2013, como fator essencial para estimular a competitividade no país, afirmou a presidenta.

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5), durante a solenidade de abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, que lamenta “profundamente” a “insensibilidade” dos governos estaduais que não aderiram ao novo modelo de concessões elétricas, cujo objetivo é baixar em 20.2% as tarifas de energia no Brasil.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O PT repaginado

O governo da presidenta Dilma Rousseff é aprovado nas urnas e dá a ela cacife para comandar a maior renovação do partido

Claudio Dantas Sequeira, Izabelle Torres e Josie Jeronimo
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APROVAÇÃO Pela primeira vez, o governo Dilma foi submetido ao escrutínio
público - e o resultado, para ela, não poderia ter sido melhor

 
O Partido dos Trabalhadores não é mais o mesmo. Uma revolução silenciosa, cujo signo é o sentimento da mudança, faz nascer novas lideranças, oblitera velhos caciques e desencadeia a maior transformação da história da legenda. Basta olhar os resultados das eleições municipais para entender a dimensão desse processo. Eleito prefeito em São Paulo, Fernando Haddad, 49 anos, é um dos símbolos da transformação. Em seu discurso da vitória, Haddad falou em autocrítica, na reconstrução do partido e agradeceu efusivamente à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, os principais fiadores de sua candidatura. No texto, escrito de véspera, fez ainda um chamamento à intelectualidade, às forças produtivas e aos movimentos sociais, num claro resgate das raízes partidárias do PT da década de 1980. O teor do discurso de Haddad resume a diretriz que Dilma estabeleceu em seu governo: a opção por políticos de perfil técnico, dedicados à boa gestão e sem os ranços do tradicional fisiologismo partidário.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A força de Lula

O PT conquista 17,3 milhões de eleitores e se sagra campeão de votos nas eleições municipais. E o ex-presidente prova outra vez que, mais que ninguém, sabe fazer valer sua vontade nas urnas

Alan Rodrigues
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Domingo 7 de outubro, Hotel PESTANA, zona sul da capital paulista. Minutos depois de fechadas as urnas, toca o celular do candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad. Do outro lado da linha estava João Santana, o marqueteiro do PT. Santana, com os números das pesquisas de boca de urna em mãos, saúda Haddad pela passagem para o segundo turno contra o tucano José Serra. E logo passa o telefone para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Principal fiador da candidatura de Haddad – até então um neófito em eleições –, Lula afaga o pupilo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Novas lideranças do PT devem ser evidenciadas

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Deputado José Guimarães acredita que as lideranças
 petistas estão fortalecidas, considerando Elmano
 vitorioso diante da disputa FOTO: AGÊNCIA CÂMARA
Embora seja expressiva influência que a prefeita Luizianne Lins exerce como liderança no PT, a derrota na disputa em Fortaleza deve evidenciar outros nomes na agremiação. A avaliação é da cientista política Carla Michelle, que considera a prefeita a "grande derrotada" do pleito. O deputado José Guimarães, por outro lado, analisa que todas as lideranças petistas saem fortalecidas, afirmando que a sigla enfrentou uma ampla aliança na Capital e considerando o ex-candidato Elmano um vitorioso.

Apesar da perda da prefeitura de Fortaleza, tanto a cientista política Carla Michelle, professora da Faculdade Estácio de Sá/FIC, quanto o deputado José Guimarães avaliam que o PT sai fortalecido desta eleição, tendo em vista que a legenda dobrou o número de prefeitos e conquistou expressivos colégios eleitorais no Ceará. O PT passou de 15 prefeitos eleitos em 2008 para 26 neste ano, sem considerar as cidades onde os políticos com votos suficientes para ser eleitos aguardam decisão do TSE.

"O PT sai vitorioso. Mesmo em Fortaleza, tivemos 47% dos votos. Fomos o mais votado no primeiro turno nominalmente. Foi uma vitória estrondosa, até porque o PT afirmou que não é satélite de ninguém. Mostrou que tem identidade e programa. O resultado tem que ser comemorado, inclusive em Fortaleza", defende Guimarães.